Colorido, só no teatro!

Um canalha da vida real, com o colorido rodrigueano? Aliás, colorido não, de branco!!! 

Nelson advinhou? Era mesmo um profeta? Seja lá como for, que as semelhanças são impressionantes, não há dúvida.
O personagem principal dessa história real era obcecado por virgens (como em "Álbum de Família"), só andava de branco (como em "Os Sete Gatinhos")... comprava a virgindade das moças pobres, moças entregues pelos próprios pais (Álbum de Família), cometia incestos com a frequência e naturalidade dos personagens de "Álbum...", com a única diferença de que ele era apenas imoral e não também amoral, como na peça, já que ele dava um jeitinho de evitar as evidências. Claro que igualzinho, jamais seria. Mas uma coisa é certa. Prova-se mais uma vez que não era Nelson o tarado, imoral, etc, etc, etc. Como até hoje é taxado. Imoral é a vida que ele teve o desprazer de observar pelo buraco da fechadura. E a vida como ela é, com ou sem aspas, foi conhecida e reconhecida por ele e por todos que leram suas obras.

"Não há nada que fazer pelo ser humano:o homem já fracassou."


E se, com isso tudo, com todo o holofote colocado por ele na sujeira humana, ele conseguiu que o ser humano cometesse menos pecados, que se salvasse por meio de uma catarse, não sabemos. Sabemos que não podemos culpá-lo pela podridão humana, vista por ele de forma nua e crua. Nos resta, então agradecê-lo por sua genialidade. Sua capacidade de revelar a nós isso tudo, mas com a beleza e a poesia de sua literatura. Oferecendo uma chance de fazer melhor. De não fazer. De sentir nojo só de pensar, enquanto admiramos, amamos ou odiamos os personagens vivos, vivíssimos e mais humanos do que nunca, no palco, no cinema, nos livros, na nossa imaginação...  


A ficção para ser purificadora precisa ser atroz. O personagem é vil para que não o sejamos. Ele realiza a miséria inconfessa de todos nós.”

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A vida como ela é...

“... os vizinhos vigiavam-se uns aos outros; maridos e mulheres viviam sobre o mesmo teto com as primas e os cunhados, numa latente volúpia incestuosa. Como não havia motéis, os encontros amorosos se davam em apartamentos emprestados por amigos – donde o pecado, de tão complicado, tornava-se um obsessão”. Ruy Castro.

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Diabólica (prévia):

Com Michel Loureiro e Geórgia Damatis

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___________________________________________________________ Futura sogra: "Meu filho, o importante num casamento não é a esposa, o importante é a sogra"... e por aí vai!

Muito bom! __________________________________________________________ Mártir em casa e na rua: Calloni, como sempre, está arrasando! __________________________________________________________ Uma Senhora Honesta: __________________________________________________________ Adaptado de um conto de Nelson Rodrigues, da série de contos da “A vida como ela é”, o áudio, que consiste em diálogos e narrativas, foi ambientado nos anos 50. Foi criada, então, a idéia de "Novela de rádio" que, como o texto focado nos anos 50, teve seu ápice também nessa época. Nosso projeto é criar uma série de contos para o formato "Novela de rádio". . . . . Com um humor ácido e uma linguagem direta, com diálogos pobres (“só eu sei o trabalho que dá empobrecê-los”) e intensos, próprios do autor, vai sendo retratado, intimamente, o cotidiano da classe média brasileira dos anos 50. Claro que não pretendemos nos limitarmos a essa época, mas a princípio, é o que temos em mão. . . . "Minhas peças têm um moralismo agressivo. Nos meus textos, o desejo é triste, a volúpia é trágica e o crime é o próprio inferno. O espectador vai para casa apavorado com todos os seus pecados passados, presentes e futuros. Numa época em que a maioria se comporta sexualmente como vira-latas, eu transformo um simples beijo numa abjeção eterna.". Nelson Rodrigues. . . . A adaptação foi feita mantendo-se a essência do universo rodriguiano e o argumento do conto. O áudio contém diálogos e ações que não fazem parte do conto original, porém estão totalmente dentro do contexto. Em contra-partida, as narrações foram diminuídas para se harmonizarem com a linguagem do rádio. __________________________________________________________ ÁUDIOS:


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Com Ailton Sales (Valverde), Geórgia Damatis (Lucy), Iremar de Paula (Narrador e anônimo - telefone) e Luciana Telles (vizinha). O PRIMO E A SELVAGERIA: .


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Com Ailton Sales (Rui), Geórgia Damatis (Luciana e vizinha) e Iremar de Paula (Narrador e vizinhos).